sexta-feira, 25 de junho de 2010

Comece sua coleção

Algumas dicas para se tornar um Virgem de 40 anos… Só na coleção.
O dicionário diz:
colecionar: 1. Fazer coleção de. 2. Coligir; compilar. 3. Reunir objetos, dados, insetos etc. e classificá-los.
O povo diz: Coisa de maluco.
Mas não se preocupem, os psiquiatras dizem que colecionar é uma atividade normal, e mais, todas as pessoas colecionam, mesmo inconscientemente. Então pode ficar despreocupado e começar sua coleção, pois se sua família te chamar de maluco, como bom nerd, você terá subsídios científicos para comprovar que não é.
Mas vamos ao que interessa, nesta coluna vou listar algumas dicas para você começar sua coleção de action figure, mas claro, essas dicas não são leis e também servem para sua coleção de tampinhas de leite fermentado.
A Regra de ouro
Colecione para se divertir, não leve a coisa muito a série. Tenha sempre em mente que colecionar deve te fazer bem, se está causando transtornos PARE.
Não pense em sua coleção como negócio ou investimento e sim como uma forma de distração.
1. Conheça!
Não saia comprando action figures, brinquedos ou qualquer outro item colecionável sem saber o que esta comprando.
Pesquise sobre o assunto, procure comunidades de colecionadores, encontre amigos ou conhecidos que já colecionam, saiba quem são os fabricantes, quem são os distribuidores, procure o máximo de informação.
Saber o que esta comprando é fundamental para quem esta começando. Não saber pode ser o começo do fim de sua coleção.
2. Escolha sua coleção.
Pense em assuntos que você goste, por exemplo: quadrinhos, seriados de ficção, filmes de terror, guerra, desenho animado, mangá ou anime.
Com certeza para tudo que você pensar vão existir action figures, então escolha seu tema predileto e comece sua coleção focado nele.
O erro de muitos colecionadores é comprar de tudo, depois de alguns meses seu Jack Bauer estará muito bem ao lado daquele Cavaleiro do Zodíaco e seu Thor estará flertando a Terminatrix.
Colecionar figuras de estilos diferentes é muito bacana, mas lembre-se, você está começando.
3. Que tipo de colecionador você será?
Os colecionadores costumam se denominar não pelo tipo de personagem que colecionam e sim pelo modo como guardam sua coleção. Para muitos abrir todas as embalagens é a maneira mais “saudável” de colecionar.
Pois, qual é a graça de ter aquela figura de uma personagem daqueles mangás e animes para pervertidos se você não sabe se ela esta ou não usando calcinha por baixo da saia de colegial? Brincadeira, mas pode ter certeza que alguém se preocupa com isso.
Outra opção é ser um colecionador MOC, que vem de “Mint on Card” ou “Novo na Caixa”. Muitos colecionadores gostam de deixar as figuras de maneira impecável dentro da caixa, além é claro, de manter a própria caixa num estado impecável.
As vantagens são a conservação das figuras e por conseqüência a não-desvalorização, pois não adianta ter aquela figura mega-boga-rara se ela já está totalmente estragada pelo pó (“lembra do Virgem de 40 anos”?)
Uma terceira forma, para os mais abastados, é ter sempre duas cópias da figura, uma aberta e pronta para enfeitar sua estante e outra lacrada como vieram ao mundo. Poucos colecionadores escolhem essa opção por motivos óbvios.
Pense bem e não vá abrindo suas primeiras figuras e se arrepender depois.
4. Quanto dinheiro você tem para gastar?
Um ponto muito importante. Quanto eu posso gastar com minha coleção? Separe uma verba para iniciar sua coleção e outra mensal, bimestral ou qualquer que for a periodicidade para ir adquirindo novos itens.
Planeje, não saia por ai comprando tudo que vê pela frente sem pensar no futuro. Lembre-se, seu cartão de crédito não trás dinheiro de graça, você terá de pagar. Não se deixe levar por aquela incrível promoção do vendedor de parcelamento em 10 vezes para compras acima de R$ 500,00.
Action Figures são caros, saem a todo o momento e você sempre vai querer todos. No se deixe levar pela conversa dos vendedores.
Nada de vender o almoço para comprar aquele Batman novinho.
5. Procure os melhores lugares para comprar
Ir a uma loja especializada, onde o dono e os vendedores conhecem do assunto é uma ótima opção para quem esta começando, mas lembre-se, nem sempre lugares especializados são os melhores.
Procure sempre novas opções de compra, não se torne refém de um vendedor ou de uma loja. Busque lojas de brinquedos, lojas virtuais, sites de leilão ou amigos que possam te ajudar numa importação. Busque sempre a melhor alternativa, e claro, não pense só no preço. Confiabilidade, garantia, informação e ajuda também são importantes e é mais do que justo que tenham um preço.
Essas são apenas algumas dicas para começar, nas próximas colunas trarei outras informações sobre o mundo dos action figures.










SHAAAROOON!!!

No final de O Homem Que Matou o Facínora [1962], clássico western de John Ford, o personagem de James Stewart pergunta se o jornalista vai usar a história reveladora que ele acaba de narrar. Ao que o homem retruca: “Não, senhor. Isto aqui é o Oeste. Quando a lenda vira fato, publica-se a lenda”.
Se Johnny Depp se inspirou em Keith Richards, guitarrista dos Rolling Stones, pra criar seu Jack Sparrow, sob o argumento de que os piratas eram os rock stars daquela época, acho que não é exagero dizer que os astros da música são os caubóis dos nossos tempos. Voltando ao exemplo do filme citado no parágrafo anterior, há os bons moços, como James Stewart; há os que fazem pose de mau, como John Wayne; e há os facínoras, como Lee Marvin.
No rock, há uns poucos facínoras de verdade e uma quantidade enorme de sujeitos que tentam bancar os f*dões — afinal, trata-se de um segmento no qual bandidos e índios são infinitamente mais populares do que xerifes. E tome escândalos com bebidas, drogas e prostitutas, quartos de hotel depredados, declarações polêmicas, agressões a fãs, nudez pública e o que mais se pensar em termos de escrotização.
Por mais que pareça um discurso saudosista/rancoroso, é inegável que a modernidade fez o rock perder algo de seu romantismo. A era pré-digital foi um período repleto de lendas e boatos (e também de ingenuidade adolescente em um mundo no qual a informação não navegava em tempo real) que transformavam artistas em anti-heróis quase sobrenaturais: Elvis estava vivo, Keith Richards teve todo o seu sangue trocado, os membros do Kiss eram satanistas que esmagavam pintinhos no palco.
O maior de todos era ele, o Príncipe das Trevas em pessoa: Ozzy Osbourne.
Deve ter tido mesmo o dedo do capeta nessa história. Do contrário, como explicar que um ex-encanador disléxico de um distrito industrial da Inglaterra tenha sido um dos criadores e principais representantes do heavy metal? Outra maneira de encarar isso tudo é dizer que foi apenas uma questão de reunir as pessoas certas na hora certa.
O timbre característico do vocalista casou perfeitamente com os riffs fodásticos do guitarrista Tony Iommi, as linhas grudentas do baixista Geezer Butler e as marretadas do baterista Bill Ward. E logo o blues/rock padrão do Earth (nome anterior da banda) deu lugar à pauleira soturna do Black Sabbath.
Em meia dúzia de álbuns megaboga (e outros dois bem mais ou menos), o Sabbath ajudou a estabelecer muitos dos parâmetros para o gênero, como a afinação mais grave, o flerte com o blues e o “pogressivo” e, principalmente, a temática sombria que se alternava, com poucas variações, entre morte, loucura, figuras enigmáticas, criaturas assustadoras, funerais, danação.
E vieram clássicos como N.I.B., Paranoid, War Pigs, Iron Man, Sabbath Bloody Sabbath, Children of the Grave e muitos outros.
Abusos com drogas e álcool eram prática comum nos anos 1970 e dentro do Sabbath a coisa não era diferente. Só que nosso amigo Ozzy pesou a mão e acabou sendo chutado da banda, em 1979.
Enquanto Iommi passou os anos seguintes tentando acertar com um novo cantor (Dio, Ian Gillan, Glenn Hughes e até Rob Halford entraram na dança), o Príncipe das Trevas não tardou a encontrar duas figuras que se tornariam decisivas em sua carreira solo: a empresária Sharon Arden e o guitarrista Randy Rhoads.
Arden logo virou Osbourne e Rhoads se tornou o guitar hero da vez — e ambos ajudaram os fãs a enterrar o passado. Mesmo alucinado, imerso nos vícios, Ozzy produziu dois discos sensacionais: Blizzard of Ozz [1980] e Diary of a Madman [1981].
Foi nessa hora que o cramulhão resolveu cobrar a dívida. Como o vocalista estava chapado demais pra responder, quem pagou a conta foi Rhoads, morto em um acidente de avião no meio da turnê.
O restante da década caminhou tão trôpego quanto o próprio Ozzy, mas o raio, quem diria, caiu pela segunda vez no mesmo lugar e um novo prodígio da guitarra cruzou o caminho do vocalista: Zakk Wylde, com quem ele renasceu feito morto-vivo (“hellraise-er!”) e lançou a obra-prima No More Tears [1991].
Álbum f*da, shows no Brasil, reunião do Sabbath, Ozzfest… Parecia a era de ouro pros fãs de Ozzy. Até que veio uma nova década e, com ela, The Osbournes [2002-2005]. O programa pode ter servido pra elevar a popularidade do artista a níveis nunca antes imaginados, mas, ao mesmo tempo, acabou com toda a mística. O Príncipe das Trevas foi reduzido a um velhinho caquético, pau-mandado da mulher e dos filhos.
Ah, a modernidade… As câmeras dos reality shows derrubam imagens construídas o longo de décadas e o fluxo constante de informações impede que os boatos sobrevivam (Marylin Manson é o Paul Pfeiffer, de Anos Incríveis?).
Mas eu não me importo com o que as biografias dizem. Não quero saber se Ozzy cheirou ou não aquela carreira de formigas durante a turnê com o Mötley Crue e nem me interessa o que se passava por sua cabeça quando ele mordeu a cabeça do morcego. Pois isto aqui, meu amigo, é o heavy metal. Os fatos vão, as lendas ficam.








segunda-feira, 21 de junho de 2010

Tokusatsu e não abro!




Vai dizer que você nunca parou para ver um seriado japonês?! De National Kid a Power Rangers, dos anos 60 até hoje, eles fazem sucesso entre a garotada e alguns marmanjões também. Ou você não ficou maluco com a primeira morte de Jiban? Torcendo pelo retorno do Ultraman à Terra? Doido para ver o final de Jiraya ou perturbado coma macumba o feitiço que aprisionava o Jaspion?
Vamos, então, sem nehuma pretensão, dar um giro pelos principais seriados live action japoneses, os Tokusatsu, seguindo uma tradicional divisão de “famílias” e seus principais personagens:

HENSHIN HERO

Começamos por um dos mais gerais e antigos gêneros de tokusatsu. Os heróis henshin são aqueles que precisam de uma transformação para se tornarem super.

NATIONAL KID

O principal expoente dessa família de heróis. Produzido pela tradicional Toei Company em 1960, o seriado foi encomendado pela empresa que viria a ser a Panasonic, na época National Eletronics (daí o nome do personagem), para alavancar as vendas. Fez mais sucesso no Brasil do que no Japão e acabou marcando uma geração. Sua luta contra os Incas Venusianos ou contra os Seres Abissaistinham muito de arte marcial que consideraríamos totalmente galhofa hoje. Assim como as roupas espaciais e o modo “pássaro planador” de voar.

LION MAN

Meio faroeste, meio samurai, Lion Man se passa no Japão feudal (?) e conta a história de Dan Shimaru, um jovem samurai que consegue se “transfigurar” num felino (?!), voando com seu jato propulsor (?!!) a base de uma pólvora especial (?!!!). Ok, o ano era 1973 e não podemos dizer que não era uma tentativa original.

CYBERCOP

O futuro era 1999 e lá policiais de elite usam armaduras tecnológicas para combater uma organização criminosa chamada Destrap, cujo aparente controlador é um computador chamado Fuhrer (!), na verdade um fantoche do Barão Kageyama, seu verdadeiro líder. Os Cybercop (é assim mesmo, no singular) eram cinco policiais que usavam as unidades Júpiter, Marte, Saturno, Mercúrio e Vênus (que seria da policial Tomoku, mas que não chegou a ser construída). O enredo muito bem fechado chegou a ter um interessante plot twist no meio envolvendo um dos seus inimigos, chamado Lúcifer. Foram 34 episódios produzidos pelos estúdios Toho, entre 1988 e 1989.

ULTRAMAN

Pela imensa gama de heróis Ultra, tornou-se quase um gênero sozinho. Poderia, claro, ser encaixado em uma das outras famílias, mas os Ultra foram os mais populares heróis tokusatsu do Japão, continuando a ser produzidos desde a década de 60 até hoje.

ULTRAMAN

Um alienígena vindo da galáxia M-78 choca acidentalmente sua nave com a do oficial Hayata, da Patrulha Centífica. Hayata morre, mas ressucita ao receber a energia vital do alienígena, assim como a sua Cápsula Beta, artefato catalizador com o qual Hayata se transforma no Ultraman. Quem não se lembra do desespero que dava quando o timer colorido colado no peito do Ultra começava a piscar – o que indicava que a bateria estava indo para o saco – e obrigava o herói a voar até o sol para recarregar?!

ULTRASEVEN

Vindo da mesma galáxia – M78 – Ultraseven vem à Terra especificamente para combater monstros espaciais, assumindo o nome de Dan. Contam que o episódio número doze foi proibido no Japão por fazer menção a bombas atômicas, o que ainda era uma ferida demasiado dolorida para os nipônicos. Foi o terceiro na cronologia de Ultras (Ultra Q – 1966, Ultraman – 1966, Ultraseven – 1967).

SPECTREMAN

E qual era aquele cujo vilão era um macaco loiro-chanel? Spectreman! Era para ser uma cópia tosca dos Ultra, mas a P-Production conseguiu tornar Spectreman um clássico, graças ao roteiro mais humano e chamativo. Kenji, seu nome terráqueo, se alista no Grupo Anti-poluição e passa a defender a Terra dos monstros criados e manipulados pelo mutante símio Dr. Gori – cientista genial e maluco, cuja dublagem no Brasil era feita por ninguém menos que Carlos Seidl, o Seu Madruga do Chaves – e seu assistente gorila, Karas – voz de Potiguara Lopes, o Professor Lingüiça, digo, Professor Girafales. Ah, a Nebulosa de seu povo, os Dominantes, era a 71 (número que também foi o ano de sua estréia no Japão).
Obs.: As classificações se entrecruzam e não são definitivas. Os Ultras e o Spectreman, por exemplo, podem ser encaixados na categoria Kyodai Hero, que engloba os heróis que podem ficar gigantes para combater monstros idem.

KAMEN RIDER

Ou Motoqueiro Mascarado, traduzindo para o português, é outro personagem que de tão famoso tornou-se quase um gênero. Foi criado pelo lendário Shotaro Ishinomori para ser a princípio um mangá, mas em 1971 a Toei Company produziu o seriado. E pegou. Foram nada menos que 93 episódios em três anos e mais de quinze séries sucessoras com novos Kamen Riders.

KAMEN RIDER (original)

Takeshi é capturado por uma organização criminosa chamada Shocker e submetido a uma cirurgia que iria transforma-lo num soldado cibernético. Antes de sofrer uma lavagem cerebral, ele acorda e foge, não sem levar consigo suas novas capacidades, que usa na luta contra a organização. Nasce o Kamen Rider (que mais tarde se chamaria “número 1” , pois outro garoto é sequestrado e salvo também na hora agá, assumindo o posto do primeiro e virando o “número 2”). Foi produzida de 1971 a 1973.

BLACK KAMEN RIDER

Fãs de tokusatsu que me perdoem, mas a “inversão” da palavra “black” no título em português ficou bem melhor. No Japão, Kamen Rider Black, foi produzido já entre 87 e 88 em 51 episódios, mais dois filmes. O enredo era um pouco melhor. Os irmãos de criação Issamu e Nobuhiko são sequestrados pelo culto Gorgom, que os submete à cirurgia que os transformará em Imperadores Seculares. Issamu escapa antes da tradicional lavagem cerebral, mas não consegue salvar seu irmão, que se torna Imperador Secular, nomeado Shadow Moon, seu arqui-inimigo. Chegaram a chamar o personagem de Blackman por aqui e aí eu concordo que pisaram na bola…

METAL HERO

Talvez o gênero de maior sucesso por aqui. Como o nome diz, trata-se de um herói que veste uma armadura de metal, aço ou qualquer liga que o valha, venha ela do espaço ou não, e que pode pilotar uma nave que se transforma em robô gigante, que ele também pilota. Lembrou de alguém?! Então lá vai:

JASPION

Ok, Jaspion merece uma coluna à parte, mais detalhada, por ter sido o verdadeiro precursor da onda japonesa, seja de seriados ou animes, que se viu depois por aqui. Por hora, basta saber que seus episódios foram produzidos entre 1985 e 1986, pela Toei Company(os caras não erram nunca) e que o nome original do personagem era Juspion, uma junção das sílabas iniciais e finais da expressãojustice champion. Volte sempre e você verá uma coluna dedicada especialmente ao guerreiro prateado, seu mega robô-nave, Daileon, e seu inimigo mortal que era os córneos do Darth Vaider, Satan Goss.

JIRAYA

Todos os heróis japoneses carregam um pouco da cultura samurai em si, mesmo que inconsciente. No entanto, em Jiraya a culturasamurai e ninja é referência totalmente descarada. O órfão Toha Yamashi recebe de seu mestre e pai de criação, Totsuzan Yamashi, a missão de proteger Pako, o tesouro espacial (ajudando a guardar a metada da escritura que revela onde está escondido o tesouro) e lutar contra os Feiticeiros, clã de ninjas comandado por Oninin Dokusai. Para isso, Jiraya tem de aprender a controlar o seu poder interior e a manejar a poderosa Espada Olímpica (originalmente Jikkou Shinkuu Ken, que quer dizer algo como Espada do Vácuo Luminoso Magnético, vai entender o “Olímpica” em português…). Quem não se lembra de Jiraya treinando para cortar seu reflexo no espelho?! Outro sucesso da Toey Company, produzido entre 1988 e 1989, com 50 capítulos.

JIBAN

Um policial morre defendendo a cidade de criminosos, mas é “ressucitado” e “reconstruído” como um ciborgue. Robocop? Não, Jiban! O atrapalhado policial Naoto Tamura continua sua luta contra os monstros da Organização Biolon e segue em busca da garotinha Ayumi, que revela-se – spoiler! – sua irmã. Outra da Toey Company, produzida de 1989 a 1990, e transmitida quase que simultaneamente para Japão e Brasil, veja você! Um dos episódios mais dramáticos e marcantes é aquele em que Jiban é covardemente atacado por três inimigos, perde um braço e morre (calma, ele acaba ressucitado ainda mais armado e poderoso). Curiosidade: apesar de parecer um plágio de Robocop, a idéia de um ciborgue criado a partir de um humano não é tão nova assim. Desde Frankstein eles estão aí. Há, inclusive, um anime japonês chamado O Oitavo Homem, da década de 60, que trata de um ciborgue criado a partir de um policial. Toma aí, Robocop!

SUPER SENTAI

São as séries baseadas em equipes de três ou mais (geralmente cinco) integrantes. Normalmente liderados pelo guerreiro vermelho, cada integrante tem uma habilidade e uma cor. Para vencer os inimigos precisam sempre se juntar, seja cada integrante, ou seus robôs, criando um robô só (chamado mecha), muito maior e mais poderoso. Um dos mais famosos no Japão foi o Google V (baseado em pedras Rubi, Esmeralda, Safira, Diamante e Opala), mas que não fez tanto sucesso por aqui quanto:

CHANGEMAN*

O Esquadrão Relâmpago Changeman, em conjunto com Jaspion, ajudaram a abrir o mercado brasileiro para os tokusatsu. Até música do Balão Mágico foi feita sobre eles. O time era baseado em animais míticos: Dragão (vermelho), Grifo (negro), Pégaso (azul), Sereia(branco-rosa) e Fênix (rosa-branco) e, juntos, os changemans compunham o Change-Robô, mecha que lutava contra os monstros gigantes que assolam Tóquio.
Suas armas eram as pistolas lasers que viravam espadas e escudos (cuja junção em formações bumerangue ou pentágono poderia resultar num ataque mais poderoso) e a Power Bazuca, manejada pelos cinco changemans ao mesmo tempo. A personalidade dos changemans era bastante definida e marcante. O Change Dragon, por exemplo, era o líder e, por isso, chegava a ser triste de tão sério. O Change Grifo era o galã, sempre penteando o cabelo displiscentemente. O Pégaso era o mais infantil e carismático (quem não se lembra dele derrotando um dos inimigos com a sua cantoria desafinada?!). A Sereia é a musa perfeita e a Fênix, a revoltada. Foram produzidos 55 episódios entre 1985 e 1986, por uma empresa pequena que você nunca ouviu falar chamada Toei Company…

FLASHMAN

A partir daqui foi tudo mais do mesmo. Os Flashman eram crianças terráqueas que foram raptadas e levadas para os confins do universo. Salvos pelo povo Flash, passaram seus vinte anos treinando e se aperfeiçoando, um em cada satélite do planeta. A característica de cada guerreiro está baseada no satélite em que treinou, mas isso não importava muito quando eramos crianças.
O que valia mesmo era que o líder era o Red Flash, o mais legal era o Blue Flash, tinha o engraçado Green Flash, a coadjuvante Pink Flash e a inteligente Yellow Flash, que é a única a descobrir quem eram seus verdadeiros pais. Arrebatou muitos fãs ávidos por estruturas parecidas com a dos Changeman, por ser mais simples e envolvente. Os Flashman foram produzidos entre 1986 e 1987, por você sabe quem…

POWER RANGERS

Um salto de sete anos e chegamos aos anos 90. Mais especificamente 1993, quando Haim Saban, empresário egípcio, comprou os direitos de um dos muitos tokusatsu da Toei, oJyuranger, baseado em dinossauros (que estavam em alta, apósJurassic Park). Muito fã de tokusatsu o critica até hoje pela guinada que ele deu. Para ganhar o público americano, Saban reescreveu o seriado, trocando os atores japoneses por atores americanos, e deu a ele o nome Mighty Morphin Power Rangers.
O sucesso foi estrondoso e outra grande leva de fãs de tokusatsu o elogia por ter inserido no mercado americano um gênero de série para o qual torciam o nariz. Prós e contras colocados, a verdade é que os Power Rangers tornaram-se a série japonesa (ou meio japonesa) de maior sucesso no mundo. Tanto que desde 2002 a Disney comprou os direitos e continua produzindo até hoje. Também é verdade que após tantas trocas de elenco (eu mesmo, lembro malemá do primeiro), a coisa se tornou meio maçante, praticamente uma Malhação.
As primeiras temporadas, que podemos chamar de “clássicas”, eram as mais interessantes. Temos a aparição de Zordon, espécie de mestre tridimensional, que recruta os colegiais Jason (vermelho), Zack (preto), Billy (azul), Trini (amarelo) e Kimberly (rosa) para defender a Angel Groove e o mundo. Vemos Rita Repulsa, a vilã, cair de seu exílio pronta para tentar dominar o universo. Temos o primeiro contato com as Moedas do Poder, catalisadores através dos quais eles “morfavam”, neologismo que pegou e que dava nome ao ato de se transformar em ranger. Conhecemos os Dinozords, os robôs gigantes de cada ranger. Eram o Tiranossauro, o Mastodonte, o Triceratops, o Tigre Dentes-de-Sabre e o Pterodáctilo. Juntos formavam o Megazord, o Zord mega-boga dos rangers. Durante a temporada, um ranger verde é convocado e enfeitiçado por Rita para destruir os Power Rangers, mas logo Tommy, seu nome humano, escapa e passa a integrar a equipe do bem, como o ranger verde.
É claro que a história vai muito além disso e continua até hoje com suas dezenas de variações (Turbo, Força do Tempo, Wild Force, Ninja Storm, etc), mas sem muita novidade. As primeiras temporadas foram as que deram origem a dois filmes e um sem número de jogos de video game e até fliperamas!
Então é isso! De National Kid a Power Rangers demos uma pincelada nas principais famílias de Tokusatsu e relembramos os heróis que fizeram nossa infância mais divertida. Mas não se engane, honorável leitor! Os seriados são clássicos, marcaram gerações, mas não passam na “regra dos 15 anos”! Portanto, NUNCA-JAMÉ tente assisitir novamente levando a sério como você levava no passado. Afinal de contas, uma bruxa cujo encanto era “berebekan katabanda, berebekan katabanda, berebekan katabanda… KIKERÁ!” assustou muito garoto medroso, mas hoje seria motivo de riso… Ou não!




Deus e o diabo na terra do sol com sétima

Ironicamente, a minha formação católica e os 14 anos de estudos num colégio de freiras contribuíram para que, ao invés de um bom fiel, eu acabasse me tornando um sujeito bastante questionador no que diz respeito ao cristianismo.
Entre as coisas que sempre me pareceram duvidosas está o caráter absoluto do bem e do mal personificados por Deus e pelo diabo. Os beatos que me desculpem, mas a atitude vingativa (e muitas vezes cruel) do Deus do Antigo Testamento não me soa lá muito condizente com a de alguém que coloca o amor como um de seus principais ensinamentos.
Ao mesmo tempo, ninguém conseguiu, até hoje, me oferecer uma solução convincente para o paradoxo: se Deus permite a existência do diabo, isso o torna conivente com o mal; se o diabo existe independentemente da vontade de Deus, Ele não deve ser tão todo-poderoso assim.
Foi provavelmente por isso que eu me deliciei tanto com a imagem provocativa criada pelo escritor português José Saramago em O Evangelho Segundo Jesus Cristo. Dentre as inúmeras passagens memoráveis, uma das mais marcantes é o encontro do messias com Deus e o diabo: “Jesus olhou para um, olhou para outro e viu que, tirando as barbas de Deus, eram como gémeos”.
Sacrilégio? Talvez. De qualquer modo, somos todos pecadores. Duvido que a mais carola das pessoas não tenha algum dia sucumbido à idolatria. Sim, porque o apego excessivo a um santo, ao dinheiro, a um apresentador de tevê ou mesmo ao Nerdcast constitui falta grave, segundo a lógica cristã. E se contabilizarmos então o culto a astros da música, não escapa ninguém.
O rock tem seu deus próprio: ERIC CLAPTON, é claro. A anunciação veio na década de 1960 (época em que o guitarrista fazia parte doJohn Mayall & The Blues Breakers, após ter passado pelosYardbirds), na forma de pichações com os dizeres “Clapton is God”que começaram a surgir pelos muros de Londres.
Dessa época, quando ainda usava uma Gibson SG, data seu primeiro milagre: o álbum Blues Breakers With Eric Clapton [1966], com repertório formado por standards do blues e composições de Clapton e Mayall.
The Yardbirds
A abertura do Mar Vermelho, no entanto, veio com o Cream, banda formada pelo guitarrista, pelo baixista/vocalista Jack Bruce e pelo baterista Ginger Baker - um dos melhores times de instrumentistas de todos os tempos. Com quatro álbuns divinos - Fresh Cream[1966], Disraeli Gears [1967], Wheels of Fire [1968] e Goodbye[1969] -, o power trio, apesar da vida breve, tornou-se influência perene com sua mistura de blues, jazz, rock, psicodelia e peso.
Com o fim do Cream, Clapton passou pelo Blind Faith e pelo Delaney & Bonnie antes de formar o Derek and the Dominoes, com o qual gravou (já empunhando a tradicional Fender Stratocaster) seu Cântico dos Cânticos: o álbum Layla and Other Assorted Love Songs [1970].
Capa do álbum Layla and Other Assorted Love Songs[1970]
Com o riff arrebatador, o final arrepiante e a história por trás (a paixão do guitarrista pela esposa do amigo George Harrison), é compreensível que Layla tenha ofuscado o restante do repertório, mas o disco traz outros grandes momentos, como Bell Bottom Bluese as versões para Have You Ever Loved a Woman (Billy Myles) eNobody Knows You When You’re Down and Out (Jimmy Cox), por exemplo.
A carreira-solo veio como um Novo Testamento, com os poderes divinos se manifestando de maneira bem mais discreta e com foco maior no lado humano. Os álbuns 461 Ocean Boulevard [1974] eSlowhand [1977] trouxeram pérolas como Let it Grow, Wonderful Tonight, Lay Down Sally e as versões para I Shot The Sheriff (Bob Marley) e Cocaine (J. J. Cale), e foram a centelha de inspiração em meio a uma sucessão de trabalhos medianos. E, apesar de sua sonoridade quase cafona, Journeyman [1989] trouxe Bad Love e uma prévia do que estava pela frente: a segunda vinda.
Capa do álbum Slowhand [1977].
Ao abraçar suas origens, o guitarrista renovou-se e produziu alguns dos seus melhores trabalhos. Premiado e campeão de vendagens,Unplugged [1992] é um dos raros casos em que sucesso comercial, elogios da crítica e relevância artística se encontram.
Acompanhado de uma banda afiada (destaque para o guitarrista Andy Fairweather-Low, o baixista Nathan East e o pianista Chuck Leavell, monstruosos), o projeto traz Clapton reinventando um clássico com maestria (Layla) e revisitando canções suas e de terceiros.










O blues predomina no repertório de covers de Unplugged e é o elemento principal de outros pontos altos da discografia recente do artista. From the Craddle [1994] é composto exclusivamente por standards do gênero, como Hoochie Coochie Man (Willie Dixon), It Hurts Me Too (Elmore James) e Blues Before Sunrise (Leroy Carr), entre outros.
O mesmo acontece com Riding With the King [2000], que não é simplesmente um álbum de releituras de blues, mas sim a reunião de Clapton e B. B. King (e, apesar de literal, sua capa é classuda como poucas).
Clapton e B.B. King juntos em Riding With the King [2000]
Mas o encontro mais notável é, sem dúvida, o do guitarrista com Robert Johnson - ou, ao menos, com sua música. Me and Mr. Johnson [2004] é um tributo ao autor de canções imortais comoLove in Vain, Traveling Riverside Blues, They’re Red Hot e, claro,Me and the Devil Blues. Além de ícone e referência no gênero, Johnston é famoso pela lenda de que ele teria vendido sua alma ao diabo em uma encruzilhada no Mississippi - o que teria lhe valido a habilidade na guitarra e no blues, mas teria lhe custado a vida (o músico morreu jovem, aos 27 anos).
O fato de Clapton parecer tão à vontade tocando esse blues demoníaco poderia até levantar dúvidas se ele seria mesmo Deus ou se seria o diabo. Quanto a isso, não há o que questionar: basta olhar a barba.












sexta-feira, 18 de junho de 2010

Orcs são heróis em novo livro de Stan Nicholls





A Panini Books está lançando o livroOrcs - Guardiões do Relâmpago, novo livro de Stan Nicholls, marcado por uma mudança interessante no foco nas narrativas de fantasia, trazendo os Orcs como heróis, focando a cruzada de um grupo de guerreiros determinados a varrer o mundo de Maras-Dantia da repugnante presença dos seres humanos, trazendo a paz.
“OLHE PARA MIM. OLHE PARA UM ORC…
Vejo medo e ódio em seus olhos. Sou um monstro para você, um covarde que se esconde nas sombras, um bicho-papão que assusta seus filhinhos. Uma criatura para ser caçada e estripada como fera. Pois é hora de prestar atenção na fera. E de enxergar a fera dentro de si próprio. Eu já tenho seu temor. Agora, vou conquistar seu respeito”.
O escritor Stan Nicholls já escreveu mais de 30 livros de fantasia, sendo a trilogia Orcs, da qual Guardiões do Relâmpago é a primeira aventura. Suas obras foram publicadas na Inglaterra, Estados Unidos, Alemanha, Holanda, China, França, Rússia e Espanha.
E agora chega ao Brasil.





quarta-feira, 16 de junho de 2010

[E3 2010] Playstation Move tem data de lançamento e preço anunciados

 
A Microsoft mostrou ontem oKinect, o seu periférico de captura de movimentos que permite ao jogador interagir com o game sem a necessidade de um controle. A Sonynão deixou por menos, e hoje mostrou o seu controle especial, oPlaystation Move, que junto com oPlaystation Eye, prometem uma nova experiência de jogo, a partir do dia 19 de setembro.
O sistema de jogo implementado pelo controle, chegou a ser comparado com o Wii (pelos próprios empresários da Sony), com a diferença óbvia das imagens em HD, mas tende a ser diferente por fatores como tipos de jogos que usarão a tecnologia, agradando agamers hardcore e jogadores casuais.

Confira um vídeo com o Playstation Move em ação:








Vários jogos já foram anunciados como tendo suporte para o Move, com franquias conhecidas entre eles. Abaixo você tem uma listadeles, com a previsão de lançamento dos mesmos (destaque para SOCOM 4 e Killzone 3):
  • Sports Champions, Setembro de 2010
  • EyePet, Setembro de 2010
  • Kung Fu Rider, Setembro de 2010
  • Start the Party!, Setembro de 2010
  • Echochrome 2 (PSN), Setembro de 2010
  • Tumble (PSN), Setembro de 2010
  • Hustle Kings, Outubro de 2010
  • Pain! (PSN), Outubro de 2010
  • TV SuperStars, Outubro de 2010
  • The Fight: Lights Out™ (visto no vídeo acima), Outubro de 2010
  • The Shoot, Outubro de 2010
  • High Velocity Bowling (PSN), Outubro de 2010
  • Heavy Rain, Outubro de 2010
  • The Sly Collection, Novembro de 2010
  • SingStar Dance, Novembro de 2010
  • LittleBigPlanet 2, Novembro de 2010
  • Beat Sketcher (PSN), entre Setembro e Dezembro de 2010
  • SOCOM 4, entre Setembro e Dezembro de 2010
  • Sorcery, 2011
  • Heroes on the Move, 2011
  • Killzone 3, 2011
  • Tiger Woods PGA Tour 11, Setembro de 2010
  • Toy Story 3: The Video Game, Setembro de 2010
  • The Lord of the Rings: Aragorn’s Quest, Setembro de 2010
  • Brunswick Pro Bowling, Setembro de 2010
  • Resident Evil 5 Gold Edition, Setembro de 2010
  • Time Crisis: Razing Storm, Setembro de 2010
  • NBA 2K11, Outubro de 2010
  • John Daly’s ProStroke Golf, entre Setembro e Dezembro de 2010
  • Racquet Sports, entre Setembro e Dezembro de 2010
  • R.U.S.E., Setembro de 2010
  • Kung-Fu Live, Outubro de 2010
  • Deadliest Catch: Sea of Chaos, Novembro de 2010
  • Tron Evolution, Novembro de 2010
Com relação ao preço, o esquema é o seguinte: Quem tem o PS3 e oPlaystation Eye, pagará US$ 49,99 para adquirir o controle Move, e30 dólares só o Navigation Controller (o que não tem a “bola de luz”). Já quem tem o PS3, mas não tem o Playstation Eye, poderá adquirir um pacote com o Eye e o Move juntos por 99,99 dólares. E por fim, quem não tem nada, terá à disposição um pacote com tudo por US$ 399,99.






terça-feira, 15 de junho de 2010

O American Idol islâmico


O mundo árabe também tem seu reality show fenômeno de audiência. Mas lá o vencedor é um poeta








Quem não gosta do Big Brother diz que os reality shows são programas vazios, sem cultura. No mundo árabe, esse problema já foi resolvido: em The Millions’ Poet ("O Poeta dos Milhões"), líder de au-diência no golfo Pérsico, o prêmiovai para o melhor poeta. O programa, que é transmitido pela Abu Dhabi TV e tem 70 milhões de espectadores, é uma competição entre 48 poetas de 12 países árabes - em que o vencedor leva um prêmio de US$ 1,3 milhão. 

Mas lá, como aqui, o reality gera controvérsia. O BBB teve a polêmica dos "coloridos" (grupo em que todos os participantes eram homossexuais). E Millions’ Poet detonou uma discussão sobre os direitos da mulher no mundo árabe. Tudo começou quando a poetisa Hissa Helal, da Arábia Saudita, leu um poema dirigido "àqueles que estão no poder" - a quem chamou de "cruéis, bárbaros e cegos". O poema foi visto como um ataque a Abdul-Rahman al-Barrak, clérigo saudita que proclamara uma fatwa defendendo a segregação das mulheres. A manifestação de Hissa atraiu a ira de extremistas, que começaram a ameaçá-la de morte. Mesmo assim, ela foi à final e ficou em 3o lugar (o vencedor foi Nasser al-Ajami, do Kuwait, com 67% dos votos). Hissa, que ganhou US$ 600 mil de prêmio, admite ter ficado assustada com as ameaças. Mas diz que seu maior medo é outro. "Eu me preocupo com as luzes da fama, o efeito que podem ter sobre minha existência simples", declarou, sem economizar no tom poético, à agência Associated Press.

De Onde Surgiu O Funk E O Rap.

Nota:






Essa vertente da música negra americana surgiu na década de 1930, com artistas como James Brown e Melvin Parker. Com Funky Butt (I Got You Some), de 1932, o adjetivo funk, até então usado para coisas sexy, passou a classificar o estilo musical. Mas não confunda: o funk carioca é inspirado no miami bass, um tipo de hip-hop que ficou famoso nos EUA na década de 1980.
O ritmo surgiu na Jamaica na década de 1960 durante as festas de gueto, quando o povo aproveitava a trilha sonora para fazer discursos políticos sobre violência, sexo e problemas sociais. Esse estilo de música falada chegou aos EUA junto com os jamaicanos, uma década depois, e foi lá que se tornou popular.